Como funciona o resgate da Previdência Privada | MAG
Publicado em: 07/08/20267 minsÚltima modificação em: 07/08/2026

Planejamento Financeiro

Resgate da previdência privada: como funciona, prazos e tributação

Entenda como funciona o resgate da previdência privada, os formatos disponíveis, prazo para receber, tributação e quando fazer portabilidade.
Pessoa organizando moedas para representar o resgate da previdência privada

Para quem está pensando em contratar uma Previdência Privada, uma das dúvidas mais comuns é sobre como o resgate desse investimento é feito.

Nesse caso, é preciso avaliar vários pontos antes de efetuar essa ação, como qual a tabela escolhida, se há carência no plano, taxas aplicadas e mais. Entenda todos os detalhes abaixo.

Nota importante: Este conteúdo tem caráter informativo e educativo, elaborado com base em orientações gerais sobre Previdência Privada e planejamento financeiro. As condições dos planos, regras de tributação e valores de referência podem variar conforme a seguradora, o perfil do contratante e a legislação vigente. Para decisões específicas, consulte a seguradora e, se necessário, um profissional especializado.

Resgate da Previdência Privada: como funciona?

O resgate da Previdência Privada pode acontecer de forma parcial, total ou via recebimento mensal, tudo isso dependerá de qual será o plano escolhido pelo contratante. 

Os três formatos funcionam assim:

  • Resgate total: todo o dinheiro é retirado integralmente, encerrando o plano;
  • Resgate parcial: nessa opção, é retirada apenas uma parte do saldo, deixando o restante do montante investido;
  • Renda mensal: todo o valor investido é pago mensalmente para o contribuinte, sendo vitalício ou por um prazo estipulado.

Lembre-se que o resgate da Previdência Privada está sujeito a tributação conforme o plano selecionado, a tabela escolhida, além do tempo de carência estipulado (sendo geralmente de 60 dias mínimos aplicados pelas seguradoras).

PGBL ou VGBL: o que muda no resgate da Previdência Privada?

Antes de entender como a tributação funciona no resgate, saiba que ela varia conforme o tipo de plano contratado, que pode ser PGBL ou VGBL.

PGBL

No PGBL, o Imposto de Renda incide sobre o valor total resgatado, isto é, tanto sobre os aportes feitos ao longo do tempo, como sobre os rendimentos. 

Isso acontece porque, durante a fase de acumulação, as contribuições podem ser deduzidas da base de cálculo do IR em até 12% da renda bruta anual. A tributação, portanto, fica para o momento da retirada.

VGBL

Enquanto isso, no VGBL, o IR é aplicado somente sobre os rendimentos, e não sobre o total acumulado. 

Como não há dedução fiscal durante os aportes, a base de cálculo no resgate é menor.

Isso significa que:

  • Quem tem PGBL paga IR sobre um valor maior no resgate, mas se beneficia da dedução durante os anos de contribuição;
  • Quem tem VGBL paga IR sobre uma base menor no resgate, mas não obteve benefício fiscal durante a acumulação.

É interessante ter em mente essa diferença, já que é justamente isso que definirá o quanto se pagará de imposto, portanto, tenha calma na hora de decidir entre as opções. 

Quer entender melhor as diferenças entre os dois antes de contratar? Confira o artigo completo sobre PGBL e VGBL.

Tabela progressiva X regressiva

Como citado anteriormente, também há a tributação aplicada conforme a tabela escolhida, sendo regressiva ou progressiva. Leia como cada uma delas funciona a seguir:

Tabela progressiva

A aplicação da tabela progressiva segue as faixas aplicadas pela Receita Federal válidas para o ano calendário atual, que é de 2026.

Aqui, a retenção acontece direto na fonte. Ou seja, na hora em que o resgate é feito, a seguradora descontará uma alíquota fixa de 15%.

Outro ponto é que a alíquota definitiva, que pode variar entre 0 até 27,5%, só será calculada no outro ano, mais especificamente na Declaração de Ajuste Anual do IRPF

Assim, se o seu resgate total somado com outras rendas (salário ou aluguéis) estiver em uma faixa menor, será aplicada a restituição. Mas se for o caso contrário, será preciso pagar a diferença.

A tabela aplicada para o ano de 2026 está separada nas seguintes faixas:

Base de cálculo mensal (R$)Alíquota (%)Parcela a deduzir (R$)
Valor de até R$ 2.428,80 Isento R$ 0,00 
Valor entre R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 7,5% R$ 182,16 
Valor entre R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 15,0% R$ 394,16 
Valor entre R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 22,5% R$ 675,49 
Valor acima de R$ 4.664,68 27,5% R$ 908,73 

Tabela regressiva

No caso da tabela regressiva, o cálculo é feito diretamente na fonte. Dessa forma, o valor que será retido durante o resgate não mudará ou restituirá em sua declaração anual do IR.

A vantagem nesse caso é que as alíquotas caem 5 pontos percentuais a cada dois anos de permanência de cada aporte. Entenda a seguir:

Tempo de Permanência do Aporte Alíquota de IR 
Até 2 anos 35%
Entre 2 a 4 anos 30%
Entre 4 a 6 anos 25%
Entre 6 a 8 anos 20%
Entre 8 a 10 anos 15%
Acima de 10 anos 10%

Outro detalhe importante é que a base da contagem do tempo é a do método PEPS (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai), nesse caso, cada depósito tem seu período independente dos demais.

Leia mais: como funciona o rendimento da Previdência Privada!

A alternativa da portabilidade da Previdência Privada

Mas antes de decidir resgatar o saldo da Previdência Privada, vale conhecer uma outra alternativa: a de portabilidade.

Com essa opção, é possível transferir o saldo acumulado para outro plano, em outra seguradora, sem precisar resgatar o dinheiro e sem pagar IR no momento da transferência

Isto significa que o dinheiro continua investido e a contagem de prazo para a tabela regressiva não é zerada.

Essa opção costuma fazer sentido quando:

  • As taxas do plano atual estão altas e há uma opção mais competitiva no mercado;
  • Você mudou como investidor e o fundo atual não reflete mais os seus objetivos;
  • A seguradora não atende mais suas expectativas de serviço ou rentabilidade.

Mas atenção! A portabilidade só é permitida entre planos do mesmo tipo. Ou seja, de PGBL para PGBL ou de VGBL para VGBL, não sendo possível migrar de um modelo para o outro sem resgatar, o que geraria tributação.

Ao contrário do resgate, a portabilidade não tem incidência de IR no momento da transferência e pode ser solicitada diretamente pelo canal de atendimento da seguradora. 

Por fim, o prazo para a conclusão do processo muda conforme as instituições.

Entender como o resgate da Previdência Privada funciona, desde suas variáveis até o valor que você vai receber, faz parte de um planejamento inteligente e seguro. 

Se isso é a sua prioridade, conheça as opções de Previdência Privada da MAG para diferentes perfis e objetivos.

FAQ – Perguntas frequentes

Como funciona o resgate de uma previdência privada?

O resgate da previdência privada é a retirada do saldo acumulado, que pode ser feita de forma total, parcial ou como renda mensal. O valor está sujeito a tributação conforme o plano (PGBL ou VGBL) e a tabela escolhida, respeitado o prazo de carência do contrato.

Quanto tempo demora o resgate da previdência privada?

Após cumprir o prazo de carência, geralmente de 60 dias, o resgate é creditado em até 5 a 10 dias úteis, dependendo da seguradora e do regulamento do plano. O prazo exato deve ser consultado diretamente na instituição responsável pelo plano contratado.

Quanto paga de Imposto para resgatar previdência privada?

Depende do plano e da tabela escolhida. Na tabela regressiva, a alíquota vai de 35% (aportes com menos de 2 anos) a 10% (acima de 10 anos). Na progressiva, a retenção na fonte é de 15%, com ajuste no IR anual entre 0% e 27,5%.

Quando vale a pena resgatar previdência privada?

Vale resgatar quando o objetivo planejado for atingido, o prazo estiver alinhado com a menor alíquota da tabela regressiva ou quando não houver alternativa mais barata disponível. Resgates antecipados costumam gerar mais imposto e interrompem o efeito dos juros compostos acumulados.

 

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Caroline Parreiras

Caroline Parreiras

Caroline Parreiras é analista de comunicação institucional da MAG Seguros, onde atua há mais de sete anos. Jornalista com pós-graduação em Marketing, tem mais de uma década de experiência em comunicação, com foco em conteúdo digital e inbound marketing. No blog da MAG, transforma temas técnicos, como seguros, previdência e finanças, em informações simples e úteis para o dia a dia, ajudando o leitor a tomar decisões mais seguras e conscientes.