Para quem está pensando em contratar uma Previdência Privada, uma das dúvidas mais comuns é sobre como o resgate desse investimento é feito.
Nesse caso, é preciso avaliar vários pontos antes de efetuar essa ação, como qual a tabela escolhida, se há carência no plano, taxas aplicadas e mais. Entenda todos os detalhes abaixo.
Nota importante: Este conteúdo tem caráter informativo e educativo, elaborado com base em orientações gerais sobre Previdência Privada e planejamento financeiro. As condições dos planos, regras de tributação e valores de referência podem variar conforme a seguradora, o perfil do contratante e a legislação vigente. Para decisões específicas, consulte a seguradora e, se necessário, um profissional especializado.
Resgate da Previdência Privada: como funciona?
O resgate da Previdência Privada pode acontecer de forma parcial, total ou via recebimento mensal, tudo isso dependerá de qual será o plano escolhido pelo contratante.
Os três formatos funcionam assim:
- Resgate total: todo o dinheiro é retirado integralmente, encerrando o plano;
- Resgate parcial: nessa opção, é retirada apenas uma parte do saldo, deixando o restante do montante investido;
- Renda mensal: todo o valor investido é pago mensalmente para o contribuinte, sendo vitalício ou por um prazo estipulado.
Lembre-se que o resgate da Previdência Privada está sujeito a tributação conforme o plano selecionado, a tabela escolhida, além do tempo de carência estipulado (sendo geralmente de 60 dias mínimos aplicados pelas seguradoras).
PGBL ou VGBL: o que muda no resgate da Previdência Privada?
Antes de entender como a tributação funciona no resgate, saiba que ela varia conforme o tipo de plano contratado, que pode ser PGBL ou VGBL.
PGBL
No PGBL, o Imposto de Renda incide sobre o valor total resgatado, isto é, tanto sobre os aportes feitos ao longo do tempo, como sobre os rendimentos.
Isso acontece porque, durante a fase de acumulação, as contribuições podem ser deduzidas da base de cálculo do IR em até 12% da renda bruta anual. A tributação, portanto, fica para o momento da retirada.
VGBL
Enquanto isso, no VGBL, o IR é aplicado somente sobre os rendimentos, e não sobre o total acumulado.
Como não há dedução fiscal durante os aportes, a base de cálculo no resgate é menor.
Isso significa que:
- Quem tem PGBL paga IR sobre um valor maior no resgate, mas se beneficia da dedução durante os anos de contribuição;
- Quem tem VGBL paga IR sobre uma base menor no resgate, mas não obteve benefício fiscal durante a acumulação.
É interessante ter em mente essa diferença, já que é justamente isso que definirá o quanto se pagará de imposto, portanto, tenha calma na hora de decidir entre as opções.
Quer entender melhor as diferenças entre os dois antes de contratar? Confira o artigo completo sobre PGBL e VGBL.
Tabela progressiva X regressiva
Como citado anteriormente, também há a tributação aplicada conforme a tabela escolhida, sendo regressiva ou progressiva. Leia como cada uma delas funciona a seguir:
Tabela progressiva
A aplicação da tabela progressiva segue as faixas aplicadas pela Receita Federal válidas para o ano calendário atual, que é de 2026.
Aqui, a retenção acontece direto na fonte. Ou seja, na hora em que o resgate é feito, a seguradora descontará uma alíquota fixa de 15%.
Outro ponto é que a alíquota definitiva, que pode variar entre 0 até 27,5%, só será calculada no outro ano, mais especificamente na Declaração de Ajuste Anual do IRPF.
Assim, se o seu resgate total somado com outras rendas (salário ou aluguéis) estiver em uma faixa menor, será aplicada a restituição. Mas se for o caso contrário, será preciso pagar a diferença.
A tabela aplicada para o ano de 2026 está separada nas seguintes faixas:
| Base de cálculo mensal (R$) | Alíquota (%) | Parcela a deduzir (R$) |
| Valor de até R$ 2.428,80 | Isento | R$ 0,00 |
| Valor entre R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 | 7,5% | R$ 182,16 |
| Valor entre R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 | 15,0% | R$ 394,16 |
| Valor entre R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 | 22,5% | R$ 675,49 |
| Valor acima de R$ 4.664,68 | 27,5% | R$ 908,73 |
Tabela regressiva
No caso da tabela regressiva, o cálculo é feito diretamente na fonte. Dessa forma, o valor que será retido durante o resgate não mudará ou restituirá em sua declaração anual do IR.
A vantagem nesse caso é que as alíquotas caem 5 pontos percentuais a cada dois anos de permanência de cada aporte. Entenda a seguir:
| Tempo de Permanência do Aporte | Alíquota de IR |
| Até 2 anos | 35% |
| Entre 2 a 4 anos | 30% |
| Entre 4 a 6 anos | 25% |
| Entre 6 a 8 anos | 20% |
| Entre 8 a 10 anos | 15% |
| Acima de 10 anos | 10% |
Outro detalhe importante é que a base da contagem do tempo é a do método PEPS (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai), nesse caso, cada depósito tem seu período independente dos demais.
Leia mais: como funciona o rendimento da Previdência Privada!
A alternativa da portabilidade da Previdência Privada
Mas antes de decidir resgatar o saldo da Previdência Privada, vale conhecer uma outra alternativa: a de portabilidade.
Com essa opção, é possível transferir o saldo acumulado para outro plano, em outra seguradora, sem precisar resgatar o dinheiro e sem pagar IR no momento da transferência.
Isto significa que o dinheiro continua investido e a contagem de prazo para a tabela regressiva não é zerada.
Essa opção costuma fazer sentido quando:
- As taxas do plano atual estão altas e há uma opção mais competitiva no mercado;
- Você mudou como investidor e o fundo atual não reflete mais os seus objetivos;
- A seguradora não atende mais suas expectativas de serviço ou rentabilidade.
Mas atenção! A portabilidade só é permitida entre planos do mesmo tipo. Ou seja, de PGBL para PGBL ou de VGBL para VGBL, não sendo possível migrar de um modelo para o outro sem resgatar, o que geraria tributação.
Ao contrário do resgate, a portabilidade não tem incidência de IR no momento da transferência e pode ser solicitada diretamente pelo canal de atendimento da seguradora.
Por fim, o prazo para a conclusão do processo muda conforme as instituições.
Entender como o resgate da Previdência Privada funciona, desde suas variáveis até o valor que você vai receber, faz parte de um planejamento inteligente e seguro.
Se isso é a sua prioridade, conheça as opções de Previdência Privada da MAG para diferentes perfis e objetivos.
FAQ – Perguntas frequentes
Como funciona o resgate de uma previdência privada?
O resgate da previdência privada é a retirada do saldo acumulado, que pode ser feita de forma total, parcial ou como renda mensal. O valor está sujeito a tributação conforme o plano (PGBL ou VGBL) e a tabela escolhida, respeitado o prazo de carência do contrato.
Quanto tempo demora o resgate da previdência privada?
Após cumprir o prazo de carência, geralmente de 60 dias, o resgate é creditado em até 5 a 10 dias úteis, dependendo da seguradora e do regulamento do plano. O prazo exato deve ser consultado diretamente na instituição responsável pelo plano contratado.
Quanto paga de Imposto para resgatar previdência privada?
Depende do plano e da tabela escolhida. Na tabela regressiva, a alíquota vai de 35% (aportes com menos de 2 anos) a 10% (acima de 10 anos). Na progressiva, a retenção na fonte é de 15%, com ajuste no IR anual entre 0% e 27,5%.
Quando vale a pena resgatar previdência privada?
Vale resgatar quando o objetivo planejado for atingido, o prazo estiver alinhado com a menor alíquota da tabela regressiva ou quando não houver alternativa mais barata disponível. Resgates antecipados costumam gerar mais imposto e interrompem o efeito dos juros compostos acumulados.






