Como declarar previdência privada no Imposto de Renda?
Publicado em: 04/12/20258 minsÚltima modificação em: 15/12/2025

Educação Financeira

Como declarar previdência privada no Imposto de Renda?

Entenda definitivamente como declarar PGBL e VGBL no Imposto de Renda, evite erros e aproveite todos os benefícios fiscais de sua previdência privada!
como declarar previdência privada no imposto de renda

Saber como declarar previdência privada no Imposto de Renda é essencial para quem busca segurança financeira, proteção familiar e aproveitamento máximo dos benefícios fiscais. O processo exige mais do que preencher formulários: demanda atenção aos detalhes, domínio das regras e análise criteriosa do informe de rendimentos da seguradora.

Cada modalidade — PGBL ou VGBL — tem características próprias. No artigo de hoje, você vai aprender como preencher corretamente cada campo, evitando erros capazes de comprometer o patrimônio e a tranquilidade fiscal. Confira!

Previdência privada na fase de contribuição: declarando aportes e saldos

Durante a contribuição, aportes em PGBL e saldos em VGBL têm tratamentos distintos. O PGBL permite deduções na ficha “Pagamentos Efetuados”, respeitando o limite de 12% da renda bruta tributável. O VGBL é declarado em “Bens e Direitos”, com atualização anual do saldo acumulado.

O saldo do PGBL só entra em “Bens e Direitos” se houver resgate ou recebimento de benefício. Exemplos:

  • Aportes PGBL: some os valores pagos, confira no informe e declare conforme orientação;

  • Saldos VGBL: informe o valor em 31/12, conforme extrato;

  • Não declare aporte VGBL como pagamento, pois não gera dedução.

Mantenha registros organizados para facilitar conferências e reduzir o risco de inconsistências. Guarde comprovantes de aportes, extratos anuais e os informes para eventual fiscalização.

Onde declarar PGBL: passo a passo para dedução

  1. Acesse a ficha “Pagamentos Efetuados”;

  2. Escolha o código 36 (“Previdência Complementar”);

  3. Insira o CNPJ da seguradora;

  4. Informe o valor anual, respeitando o limite de 12% da renda bruta tributável.

O sistema da Receita indica se o valor ultrapassou o limite, mas a responsabilidade de conferir é do contribuinte. Encontrou erro em anos anteriores? Faça declaração retificadora para corrigir.

VGBL: declaração do patrimônio e saldo atualizado

Declare o saldo do VGBL em “Bens e Direitos”, código 97:

  • Informe o valor acumulado em 31/12;

  • Indique o CNPJ da seguradora e número do contrato;

  • Descreva a instituição responsável e eventuais movimentações.

A atualização anual do saldo é obrigatória. Nunca declare aportes VGBL como pagamentos efetuados.

Como declarar resgates e recebimento de benefícios?

Resgates e recebimentos de benefícios exigem atenção na declaração do IR, pois o regime tributário (regressivo ou progressivo) determina onde e como lançar os valores.

Resgates e benefícios sob tributação regressiva (alíquotas decrescentes conforme o tempo) são lançados em “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”. Na progressiva, utilize “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”. O informe detalha valores, impostos retidos e o regime vigente.

Tributação regressiva: onde e como lançar cada valor

  • Preencha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”;

  • Use o código do informe;

  • Informe valor bruto e imposto retido.

O IR retido na fonte não é compensável no ajuste anual. Por isso, garanta que os valores estejam corretos para evitar problemas futuros.

Tributação progressiva: como proceder para aproveitar deduções

  • Use “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”;

  • Informe rendimento e imposto retido na fonte (antecipação do IR);

  • Compense valores e garanta restituição, se houver direito.

Sempre confira os valores e, em caso de dúvida, busque auxílio profissional para garantir o melhor aproveitamento dos benefícios.

Portabilidade de previdência: como declarar a troca de plano?

A portabilidade permite transferir saldo entre planos sem gerar imposto, mas deve ser declarada para manter o histórico patrimonial atualizado. Para isso:

  1. Atualize o saldo do plano de origem em “Bens e Direitos”, zerando se necessário;

  2. Lance o saldo do novo plano, com valor transferido, CNPJ e dados da nova instituição;

  3. Descreva a operação como portabilidade, não resgate.

Esse procedimento evita questionamentos e mantém a rastreabilidade dos valores transferidos, sendo fundamental para transparência e compliance fiscal.

Declaração de valores em caso de falecimento: herança e beneficiários

No falecimento do titular, os beneficiários devem declarar corretamente os valores recebidos, considerando o tipo de plano e o regime contratado:

  • Indenização de seguro de vida: “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”;

  • PGBL: declare conforme o regime de tributação (regressivo ou progressivo);

  • Valores recebidos de VGBL: rendimentos isentos.

Consulte sempre o informe de rendimentos. Em situações como inventário ou partilha, busque orientação especializada para garantir o correto recebimento dos valores.

Principais erros ao declarar previdência privada e como evitá-los

Evitar erros comuns é fundamental para regularidade fiscal e garantia dos benefícios. Veja os principais:

  • Ultrapassar o limite de 12% na dedução dos aportes do PGBL;

  • Declarar saldo do PGBL como bem durante a acumulação;

  • Preencher códigos errados ou omitir campos obrigatórios;

  • Não atualizar saldo do VGBL em “Bens e Direitos”;

  • Omitir recebimentos de benefícios ou resgates;

  • Informar portabilidade como resgate.

Para evitar esses problemas:

  1. Revise o informe de rendimentos;

  2. Confira limites de dedução e códigos das fichas;

  3. Faça uma revisão detalhada antes do envio.

Lembrando que a atenção aos detalhes e acompanhamento das regras são essenciais para garantir a segurança financeira.

Como usar o informe de rendimentos da previdência para não errar?

O informe de rendimentos, enviado pela seguradora ou disponível on-line, é a base do preenchimento correto. Ele reúne as informações necessárias para lançar aportes, saldos e rendimentos, como:

  • CNPJ da seguradora;

  • Saldo acumulado até 31/12;

  • Contribuições feitas no ano-base;

  • Tipo de previdência (PGBL ou VGBL);

  • Rendimentos tributáveis ou isentos.

Confira cada campo do informe e utilize os códigos recomendados. Caso não receba o informe, solicite à seguradora ou acesse o internet banking. Se houver inconsistências, peça a correção e guarde os comprovantes. Essa conferência evita problemas com a Receita Federal.

O que acontece quando há um erro na declaração do VGBL ou PGBL?

Cometer equívocos na declaração dos planos de previdência privada pode resultar na inclusão do contribuinte na malha fina. É comum que algumas pessoas, erroneamente, informem o VGBL como PGBL e obtenham uma dedução indevida de até 12% nos rendimentos sujeitos à tributação — o que pode gerar consequências indesejadas.

Plano VGBL no ano passado e resgatado neste precisa ser declarado?

Sempre que apresentamos uma declaração de Imposto de Renda, estamos falando sobre os fatos geradores ocorridos no exercício fiscal anterior. Assim, se o resgate foi feito no ano atual, ele só precisa ser declarado no próximo ano. Entretanto, o saldo do VGBL deve ser declarado na ficha referente aos bens e direitos.

O PGBL pago pela empresa pode ser deduzido?

Não. O benefício fiscal de dedução no IR de até 12% da renda bruta tributável é exclusivo para aportes realizados com recursos próprios do contribuinte. Se a empresa arcou com os custos, esse valor não constitui uma despesa dedutível para você.

Como corrigir erros de anos anteriores?

Caso identifique inconsistências, você deve baixar o programa da Receita Federal referente ao ano do erro e enviar uma declaração “Retificadora”. Esse processo substitui a declaração anterior e permite ajustar valores de PGBL ou VGBL incorretos, o que é fundamental para evitar a malha fina e a incidência de multas por dados divergentes.

Declarar previdência de dependente é obrigatório?

Sim, é obrigatório declarar o IR para a previdência de dependentes. Se você incluir dependentes na sua declaração, deve informar todos os bens e pagamentos relacionados a eles, incluindo planos de previdência.

Utilize o informe de rendimentos em nome do dependente para lançar aportes de PGBL em “Pagamentos Efetuados” ou saldos de VGBL em “Bens e Direitos”, garantindo a consistência fiscal familiar.

Como encontrar o código correto?

A fonte mais segura é o informe de rendimentos da seguradora, que detalha a classificação exata. Via de regra, para o PGBL (focado em dedução), utiliza-se o código 36 na ficha “Pagamentos Efetuados”.

Já o VGBL, considerado uma aplicação financeira, deve ser declarado na ficha “Bens e Direitos”, geralmente sob o código 97 (ou grupo 99, conforme atualização do sistema).

Na declaração simplificada preciso informar previdência?

Sim. Embora o modelo simplificado substitua as deduções legais por um desconto padrão, a Receita Federal exige o monitoramento da evolução patrimonial. Portanto, você deve informar o saldo do VGBL em “Bens e Direitos” e os aportes realizados, pois o cruzamento de dados ocorre independentemente do modelo de tributação escolhido (simplificado ou completo).

Declarar a previdência privada corretamente evita problemas com a Receita Federal e garante o máximo aproveitamento dos benefícios fiscais. Com as orientações deste guia e atenção ao informe de rendimentos, você fortalece seu planejamento financeiro, protege o patrimônio e assegura tranquilidade para o futuro da sua família.

Quer garantir ainda mais segurança para você e sua família? Acesse o site da MAG e confira nossas opções de previdências privadas!

Gostou do conteúdo? Compartilhe:

Caroline Parreiras

Caroline Parreiras

Caroline Parreiras é analista de comunicação institucional da MAG Seguros, onde atua há mais de sete anos. Jornalista com pós-graduação em Marketing, tem mais de uma década de experiência em comunicação, com foco em conteúdo digital e inbound marketing. No blog da MAG, transforma temas técnicos, como seguros, previdência e finanças, em informações simples e úteis para o dia a dia, ajudando o leitor a tomar decisões mais seguras e conscientes.