Conhecida como um investimento a longo prazo para quem deseja ter uma aposentadoria mais confortável, a previdência privada é a opção preferida por quem deseja estabilidade e segurança.
Mas, diferente do que muitos pensam, a previdência privada não é um produto exclusivo para quem tem alta renda. Segundo pesquisa Fenaprevi/DataFolha realizada em 2024, 50% dos brasileiros com planos de previdência privada são das classes C, D e E, o que mostra que o produto já alcança diferentes perfis e realidades financeiras.
Nota importante: Este conteúdo tem caráter informativo e educativo, elaborado com base em orientações gerais sobre previdência privada e planejamento financeiro. As condições dos planos, regras de tributação e valores de referência podem variar conforme a seguradora, o perfil do contratante e a legislação vigente. Para decisões específicas, consulte a seguradora e, se necessário, um profissional especializado.
Por que escolher a Previdência como investimento?
A Previdência Privada é um ótimo caminho para quem quer investir hoje em uma aposentadoria mais confortável, complementando o valor do INSS.
E, diferente da previdência social – que nem sempre está garantida para todos, como autônomos -, a opção contratada tem mais flexibilidade, incluindo:
- Escolher o prazo de contratação;
- Qual o formato de resgate;
- Quem serão os beneficiários indicados;
- Qual o tipo de fundo para alocar os recursos.
Segundo o Raio X do Investidor Brasileiro, pesquisa realizada pela Anbima em parceria com o Datafolha, apenas 2 em cada 10 brasileiros se preparam financeiramente para a aposentadoria.
E entre os que já se aposentaram, 88% dependem do INSS como principal fonte de renda. Esses números mostram que a maioria acaba chegando à aposentadoria sem uma fonte complementar de renda, e é exatamente essa lacuna que a previdência privada pode ajudar a preencher.
E para te ajudar a entender melhor como ela funciona, é preciso separá-la em dois períodos: o de acumulação e recebimento de renda.
Período de acumulação
Como o próprio nome já diz, aqui é quando acontecem os aportes na Previdência Privada selecionada.
Geralmente são realizados depósitos mensais, entretanto, nem sempre com uma frequência específica definida – outro detalhe que é definido no início da contratação do plano.
Período de recebimento de renda
Já o período de recebimento de renda é o retorno do valor aplicado com os juros corrigidos. Aqui, o contratante também pode optar se receberá todo o montante em uma vez ou em parcelas mensais.
Quais são os tipos de Previdência Privada?
Existem dois tipos de Previdência Privada disponíveis nas seguradoras: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).
A principal diferença entre um e outro é como acontece a aplicação do Imposto de Renda, portanto, entenda qual combina mais com você:
PGBL
O PGBL é indicado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. Nesse modelo, as contribuições ao plano podem ser deduzidas da base de cálculo do IR, no limite de 12% da renda bruta tributável anual.
Isso reduz o imposto a pagar no ano em que os aportes foram feitos. No resgate, o IR incide sobre o valor total acumulado, ou seja, aportes e rendimentos.
VGBL
No VGBL, a modalidade é aplicada apenas nos rendimentos durante o resgate, e não no valor principal das contribuições, como o caso anterior.
Assim, ele é uma modalidade indicada para quem faz a declaração no modo simplificado. Mas, em um caso específico para quem faz no modelo completo, vale a pena – se o investidor quiser aplicar mais do que 12% da renda na Previdência Privada.
Como é a rentabilidade da Previdência Privada?
Não há como saber exatamente qual a rentabilidade da Previdência Privada, já que isso depende muito de qual será o fundo, plano e especificidades escolhidas pelo contratante.
Para se ter uma noção, existem atualmente mais de 20 fundos desse investimento disponíveis, e dentro deles, ainda há a possibilidade de selecionar os ativos, prazos e outros detalhes.
Além de tudo isso, também é preciso considerar as taxas e tributações aplicadas, o que também impacta em qual será o resultado líquido. Conheça algumas delas:
- Taxa de administração: aqui há a aplicação anual diante do patrimônio investido, sendo o que paga a seguradora ou a gestão do serviço;
- Taxa de performance: existem também algumas empresas que cobram um valor adicional caso o resultado obtido seja maior que o referenciado;
- Taxa de carregamento ou de entrada: por fim, ela é cobrada sobre aportes ou resgates.
Vale destacar que as duas últimas já não são tão usuais em muitos planos de Previdência Privada, portanto, preste atenção na hora de contratar seu plano.
Entenda a tributação da Previdência Privada
Independentemente do plano escolhido, a aplicação do Imposto de Renda sobre os rendimentos acontece só na hora do resgate.
Mas, como já explicado anteriormente, existem as variações conforme a tributação do plano selecionado, seguindo a tabela progressiva ou regressiva. Veja como cada uma delas funciona a seguir:
Tabela progressiva
A tabela progressiva também é aplicada nos salários, ou seja, são 4 faixas de deduções que aumentam conforme a renda e, uma isenta.
Para o ano de 2026, esses são os valores aplicados:
| Valor base de cálculo | Alíquota IR | Parcela a deduzir |
| Até R$ 2.428,80 | Alíquota de 0% | Isento |
| Entre R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65 | Alíquota de 7,5% | Dedução de R$ 128,16 |
| Entre R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05 | Alíquota de 15% | Dedução de R$ 394,16 |
| Entre R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68 | Alíquota de 22,5% | Dedução de R$ 675,49 |
| Acima de R$ 4.664,68 | Alíquota de 27,5% | Dedução de R$ 908,73 |
Vale destacar que a alíquota é definida com referência na renda total. Nesse caso, além da Previdência Privada, também entram outras fontes no montante, como:
- aposentadoria social do INSS;
- pensão;
- ganhos de aluguéis de imóveis.
Tabela regressiva
Por outro lado, a tabela regressiva leva em conta o prazo determinado para o investimento, e não o valor da renda tributável.
Assim, as alíquotas reduzem enquanto aumenta o prazo de permanência no fundo – iniciando no valor máximo de 35% e, chegando até o mínimo de 10%. Entenda a escala:
| Período transcorrido do aporte | Alíquota do IR |
| Até 2 anos | 35% |
| Entre 2 a 4 anos | 30% |
| Entre 4 a 6 anos | 25% |
| Entre 6 a 8 anos | 20% |
| Entre 8 a 10 anos | 15% |
| Mais de 10 anos | 10% |
Na tabela regressiva, cada aporte tem seu prazo contado individualmente a partir da data em que foi realizado.
Isso significa que quanto mais antigo for o aporte, menor será a alíquota aplicada sobre ele no resgate.
Por isso, quem mantém o plano por mais tempo e faz aportes regulares tende a pagar menos imposto ao longo do tempo.
Quais as formas de resgate da Previdência Privada?
Além de todos os outros pontos destacados acima, ainda há a possibilidade de escolher como você receberá esse valor no futuro.
Existe o clássico pagamento único e, outras opções:
- renda vitalícia: o indivíduo recebe um montante fixado depois de determinada data, sendo pago até seu falecimento;
- renda vitalícia com prazo mínimo estabelecido: o contratante tem o recebimento de renda dentro de um período estabelecido e, após seu falecimento, o montante vai para os beneficiários até que o prazo acabe;
- renda vitalícia reversível ao beneficiário indicado: aqui é possível escolher que uma pessoa continue recebendo uma parte da renda durante toda a vida, mesmo após a morte do titular do plano;
- renda mensal temporária: por fim, o valor da renda ao mês é fixo, com data de início e fim.
Com essas opções, fica a pergunta para te ajudar a escolher a opção mais certeira para seu caso: qual o seu objetivo com a Previdência Privada?
É uma construção de renda para a aposentadoria? Um planejamento de patrimônio? Organização de sucessão financeira? Ou para projetos futuros?
Seja qual for a sua resposta, a MAG tem planos de Previdência Privada pensados para diferentes objetivos e momentos da vida. Conheça as opções de Previdência Privada da MAG.
FAQ – Perguntas frequentes
O que é e como funciona a previdência privada?
Previdência privada é um investimento de longo prazo contratado voluntariamente para complementar a aposentadoria pública. O titular faz aportes em um fundo escolhido, acumula o saldo ao longo do tempo e pode resgatar ou transformar em renda na aposentadoria.
Como fazer uma Previdência Privada?
Para contratar, escolha entre PGBL ou VGBL conforme sua declaração do IR, selecione uma seguradora, defina o valor do aporte e o regime de tributação. O processo pode ser feito online ou presencialmente.
Vale a pena Previdência Privada?
Depende do perfil e dos objetivos de cada pessoa. Para quem quer complementar o INSS, busca benefício fiscal no IR ou prefere uma forma disciplinada de guardar dinheiro para o futuro, pode ser uma alternativa interessante.
O que são os aportes na Previdência Privada?
Aportes são as contribuições feitas pelo titular ao plano de previdência privada. Podem ser mensais ou esporádicos, e o valor acumulado ao longo do tempo, somado aos rendimentos, forma o saldo disponível para resgate ou renda.






