Nova Lei dos Seguros: o que muda em dezembro 2025?
Publicado em: 04/12/20258 minsÚltima modificação em: 05/12/2025

Seguros e Previdência

Nova lei de seguros: benefícios e mudanças em dezembro de 2025

Descubra como a nova lei de seguros, que entra em vigor em dezembro de 2025, afetará seus contratos, direitos e prazos de indenização!
Homem escrevendo em um caderno com caneta

O universo dos seguros está prestes a passar por uma transformação que promete impactar a vida de milhões de brasileiros. A chegada da nova lei de seguros, em dezembro de 2025, marca o início de uma era de mais transparência, proteção e clareza para quem busca segurança financeira.

Se você já possui uma apólice, está considerando contratar um seguro ou atua no mercado, entender essas mudanças é fundamental para proteger seu patrimônio e sua família. Por isso, preparamos este conteúdo para te explicar mais sobre a nova lei de seguros. Boa leitura!

O que é a nova lei de seguros e por que ela foi criada?

A Lei nº 15.040/2024, conhecida como Marco Legal dos Seguros, surge como a maior atualização nas regras do setor no Brasil em décadas. Essa mudança nasce da necessidade de modernizar a proteção do consumidor, alinhar as normas à evolução dos produtos e serviços e garantir mais segurança jurídica para todas as partes envolvidas.

O texto foi construído após amplo debate entre reguladores, especialistas e representantes do mercado, buscando adequar as leis ao contexto atual. O objetivo central é criar relações mais equilibradas entre segurados, seguradoras e corretores, promovendo transparência, simplicidade e proteção real para o cidadão.

Com entrada em vigor prevista para dezembro de 2025, a nova lei visa atender às demandas de consumidores cada vez mais exigentes, que priorizam contratos claros e justos.

Principais objetivos da nova lei de seguros

O Marco Legal dos Seguros chega com a missão de promover maior clareza e justiça nos contratos, fortalecendo a confiança do consumidor. Entre os principais objetivos, destacam-se:

  • Ampliar os direitos do segurado;
  • Simplificar a compreensão das apólices;
  • Definir prazos e obrigações de forma objetiva;
  • Proteger quem já possui seguro, garantindo a adaptação às novas regras.

A nova lei também reduz burocracias, evidencia deveres das seguradoras e aprimora o papel do corretor de seguros, tornando a contratação mais segura e acessível.

Com essas medidas, espera-se evitar conflitos judiciais desnecessários e criar bases sólidas para que famílias e empresas invistam com segurança na construção do seu futuro.

Como a nova lei aumenta a transparência nas apólices de seguro?

Uma das maiores inovações trazidas pela nova lei de seguros é a exigência de sumários executivos claros em toda apólice. O fim das ‘letras miúdas’ representa um avanço para consumidores que, muitas vezes, se sentiam inseguros com contratos difíceis de entender.

Agora, as seguradoras deverão apresentar, logo no início do contrato, informações essenciais como coberturas, riscos excluídos e prazos. Essa transparência permite comparar produtos e tomar decisões seguras, especialmente em seguros de vida, automóvel e residencial.

A clareza fortalece a relação entre cliente, corretor e empresa, evitando surpresas desagradáveis e aumentando a confiança em momentos importantes.

O que muda com a nova lei de seguros?

A nova lei de seguros traz uma série de alterações que visam melhorar a relação entre consumidores e seguradoras. As mudanças incluem maior transparência nas cláusulas contratuais, novos requisitos para as seguradoras e proteção ampliada para os consumidores. Entre as principais mudanças estão:

  • As seguradoras não podem mais cancelar apólices de forma unilateral;
  • A seguradora tem 25 dias para aceitar ou recusar a proposta do segurado, e o silêncio após esse prazo implica aceitação automática;
  • A seguradora só pode solicitar documentos adicionais uma única vez durante a análise da proposta;
  • A seguradora não pode exigir documentos que já possua ou que sejam de fácil acesso por terceiros;
  • Riscos e interesses não cobertos devem estar descritos de forma clara, inequívoca e em destaque no contrato;
  • Em caso de dúvida sobre cláusulas ou extensão da cobertura, a interpretação deve ser sempre a mais favorável ao consumidor;
  • O prazo para pagamento do benefício do seguro é de 30 dias. Qualquer recusa deve ser formal e fundamentada legal ou contratualmente;
  • Em caso de ação judicial, o processo ocorrerá, via de regra, no domicílio do segurado ou beneficiário (facilitando o acesso à justiça);
  • O prazo para processar a seguradora por negativa de cobertura só começa a contar a partir do recebimento da negativa formal.

O questionário de risco: o que muda na contratação do seguro?

A partir de dezembro de 2025, o questionário de risco se torna um instrumento central na contratação de seguros. Apenas as informações solicitadas expressamente pela seguradora poderão ser usadas para avaliar o risco do cliente.

Se a empresa não perguntar sobre doenças preexistentes, por exemplo, não poderá negar indenização alegando omissão desse dado. O ônus da pergunta passa a ser da seguradora, o que garante mais justiça e segurança ao consumidor.

Além disso, reparos e sinistros tendem a ser processados com mais agilidade, sem penalizar o segurado por omissões involuntárias. Isso abrange seguros de vida, acidentes pessoais e previdência privada, tornando o processo mais claro e respeitoso.

Cancelamento de seguro e inadimplência: como serão na nova regra?

Antes, atrasos no pagamento do seguro podiam resultar no cancelamento imediato da apólice. Com a nova lei, a seguradora é obrigada a notificar o segurado sobre a inadimplência, dando prazo para regularização antes de qualquer medida definitiva.

Esse procedimento protege famílias de prejuízos por esquecimentos pontuais e oferece tempo para reorganizar as finanças, evitando a perda da proteção financeira de forma abrupta.

O direito à ampla defesa passa a ser garantido em contratos de seguro de vida, residência, automóvel e outros. Esse cuidado é essencial para assegurar a continuidade do serviço, especialmente em momentos de dificuldade passageira.

Prazo para pagamento de indenização: o que muda no recebimento?

Com o novo marco legal, o prazo para pagamento de indenização se torna mais previsível e transparente. A partir de dezembro de 2025, o prazo começa a contar a partir do envio dos documentos requeridos e não mais da data do aviso do sinistro.

Essa mudança corrige distorções e traz mais segurança ao planejamento financeiro das famílias. Lembrando que é essencial conferir na apólice quais documentos serão solicitados para liberar o pagamento, pois as regras devem estar claras desde o início da vigência do novo marco.

Já tenho um seguro: o que preciso revisar na minha apólice?

Se você já possui um seguro ativo, fique atento: os contratos em vigor continuam válidos até o final da vigência atual. Na renovação, será necessário adaptar as cláusulas às exigências da nova lei de seguros.

Recomenda-se revisar cuidadosamente o sumário executivo, os prazos de pagamento, as notificações e a lista de coberturas e exclusões. Clientes MAG Seguros contam com suporte de especialistas para analisar individualmente cada item da apólice, assegurando regularização e aproveitando as vantagens do novo marco legal.

Dúvidas sobre portabilidade ou resgates podem ser esclarecidas com um corretor de confiança, garantindo que nada fique fora da conformidade e que todas as oportunidades sejam aproveitadas.

Quem ainda vai contratar seguro: o que observar nas novas regras?

Quem planeja contratar um seguro a partir de dezembro de 2025 deve prestar atenção especial à clareza das coberturas, prazos e obrigações descritas na apólice. Solicite sempre o sumário executivo e questione o corretor sobre eventuais exclusões ou requisitos extras. Lembre-se de que a nova lei é uma chance para buscar produtos ajustados ao seu perfil e às necessidades da sua família.

Impactos práticos da nova lei para famílias, autônomos e empresas

A lei dos seguros de 2025 influencia diretamente a estratégia de proteção de famílias, autônomos, empresários e empresas de diferentes portes. Com mais acessibilidade e equilíbrio, o setor tende a registrar menos conflitos e mais confiança.

Para famílias, a revisão das regras fortalece o amparo financeiro em caso de imprevistos. Profissionais autônomos e empresas terão mais facilidade para comparar produtos e condições, oferecendo benefícios mais claros a colaboradores.

A personalização das apólices ganha espaço, e todos os envolvidos passam a contar com garantias legais mais robustas diante de situações inesperadas.

Descubra também como funciona o seguro de vida para terceiros!

Consulte um corretor sobre a nova lei de seguros

Com tantas mudanças na nova lei de seguros, surgem diversas dúvidas entre os consumidores. É importante compreender os novos direitos e responsabilidades das seguradoras, assim como os benefícios que a legislação traz para quem busca um seguro de vida ou de saúde. Consultar um corretor de seguros especializado pode ajudar a esclarecer as dúvidas e orientar na melhor escolha de apólices, garantindo que você tenha a cobertura adequada para suas necessidades.

Gostou de entender as mudanças trazidas pela nova lei de seguros? Então, não perca nosso próximo post. Lá, explicamos por que o seguro de vida não emite nota fiscal. Até mais!

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Caroline Parreiras

Caroline Parreiras

Caroline Parreiras é analista de comunicação institucional da MAG Seguros, onde atua há mais de sete anos. Jornalista com pós-graduação em Marketing, tem mais de uma década de experiência em comunicação, com foco em conteúdo digital e inbound marketing. No blog da MAG, transforma temas técnicos, como seguros, previdência e finanças, em informações simples e úteis para o dia a dia, ajudando o leitor a tomar decisões mais seguras e conscientes.