Segundo o Sebrae, os MEIs já representam 78% de todas as empresas abertas no Brasil em 2026, com mais de 1,59 milhão de novos registros apenas entre janeiro e abril, um crescimento de quase 15% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Mas será que quem está abrindo um negócio hoje, também está pensando em como vai se sustentar no futuro? Essa é uma pergunta que merece atenção, já que diferente dos formatos tradicionais de contratação, não há empregador pagando o INSS, não há FGTS e não há RH lembrando que é hora de pensar na aposentadoria.
Pensando nisso, a previdência privada é uma das principais estratégias para quem deseja mais segurança financeira a longo prazo. Entenda como ela funciona para autônomos e MEI abaixo.
Nota importante: Este conteúdo tem caráter informativo e educativo, elaborado com base em orientações gerais sobre planejamento financeiro e previdência privada. As condições dos planos, regras de tributação e valores de referência podem variar conforme a seguradora, o perfil do contratante e a legislação vigente. Para decisões específicas, consulte a seguradora e, se necessário, um profissional especializado.
Quem é autônomo tem direito à aposentadoria pelo INSS?
Sim, pessoas autônomas e MEI podem contribuir para o INSS e ter acesso aos benefícios da previdência pública, mas vale lembrar que as condições são diferentes das de quem possui carteira assinada.
MEI: como funciona a contribuição?
Quem trabalha no regime MEI contribui automaticamente ao pagar a DAS mensal, que tem a alíquota de 5% sobre o salário mínimo.
É por meio dessa ação que se tem acesso à aposentadoria. Mas, aqui vale destacar que o benefício se limita apenas a um salário mínimo!
Dessa forma, quem quiser um valor proporcional à renda que tinha quando estava em atividade, precisará atuar em uma fonte complementar ou pensar em outros investimentos.
Autônomos: valor de até 20% dos rendimentos
O autônomo individual pode contribuir com 20% sobre seus rendimentos até o teto do INSS, que em 2026 é de R$ 8.475,55.
Isso significa que, independentemente de quanto se ganha em atividade, o benefício máximo recebível do INSS é esse valor.
Aqui também vale outro ponto de atenção, porque, na prática, essa quantia costuma ser ainda menor, já que o cálculo do benefício leva em conta a média dos salários de contribuição ao longo da carreira, o que pode resultar num valor abaixo do teto.
Portanto, quem está acostumado a uma renda maior sentirá essa diferença diretamente no padrão de vida. É exatamente essa lacuna que a previdência privada pode ajudar a reduzir.
Por que a previdência privada é ainda mais importante para autônomos?
Acima você viu alguns pontos para considerar uma boa previdência privada, certo?
Existem três outros pontos que reforçam ainda mais a necessidade desse planejamento financeiro do trabalhador MEI e autônomo:
- falta de contribuição patronal: no CLT, o empregador paga parte do INSS. Já no trabalho autônomo, 100% do processo é responsabilidade do próprio profissional, o que pode ser um problema durante os meses de caixa apertado;
- renda variável: ainda em relação ao ponto anterior, existem meses de faturamento alto, mas também aqueles mais fracos. Mais uma vez, a necessidade de se planejar;
- teto do INSS: quem ganha acima do teto ao longo da carreira recebe, na aposentadoria, um valor muito inferior à sua renda anterior. Aqui mais uma vez, a previdência privada pode ajudar a reduzir essa diferença.
PGBL ou VGBL: qual faz mais sentido para autônomos?
Uma dúvida bem comum é entender qual das duas opções faz mais sentido para autônomos. O primeiro ponto é saber como sua declaração do Imposto de Renda é feita:
PGBL
O PGBL é mais indicado para aqueles trabalhadores que fazem a declaração completa do IR e tem renda tributável significativa.
Nesse formato, é possível deduzir as contribuições do plano em até 12% da renda bruta anual, reduzindo o imposto a pagar.
Esse é o caso de muitos profissionais liberais (advogados, médicos e engenheiros) que têm rendimentos altos e declaram de forma completa.
VGBL
Já o VGBL faz mais sentido para MEI e autônomos com rendimentos menores ou que fazem declaração simplificada.
Aqui, não há a dedução no IR, mas o imposto no resgate incide apenas sobre os rendimentos, não sobre o valor total acumulado.
Independente de qual seja a opção escolhida, é possível escolher entre a tabela progressiva e a regressiva.
Para quem planeja investimentos a longo prazo, a regressiva pode ser mais vantajosa, já que quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menor a alíquota de IR no resgate, chegando a 10% após 10 anos.
Leia também: entenda a diferença entre o PGBL e o VGBL aqui!
Como planejar os aportes com renda variável?
A principal diferença entre o autônomo e a CLT é justamente a imprevisibilidade de uma contribuição fixa mensal, principalmente em meses com faturamento menor.
Pensando nisso, existem duas estratégias que ajudam profissionais com lucros variáveis:
- contribuir com uma porcentagem da renda mensal em vez de um valor fixo. Assim, em meses de maior faturamento o aporte é maior, e em meses de menor receita, menor;
- criar uma reserva de emergência antes de começar a investir em previdência privada. Isso evita que imprevistos forcem resgates antecipados, o que pode ter custo tributário mais alto nas etapas iniciais da tabela regressiva.
Preste atenção no momento de contratar o seu plano de previdência, já que algumas opções permitem pausar os depósitos sem encerrar o plano e deixar o saldo investido rendendo, beleza?
O que avaliar ao contratar sua previdência privada
Alguns critérios merecem atenção antes de escolher a previdência privada ideal, especialmente para quem tem aportes irregulares:
- taxa de carregamento: evite planos que cobram esse desconto sobre aportes ou resgates, pois há a penalização de quem contribui de forma irregular;
- taxa de administração: planos com cobranças abaixo de 1% ao ano tendem a preservar melhor o rendimento no longo prazo;
- prazo de carência para resgate: verifique qual o prazo determinado para retirar o dinheiro sem penalidades, caso necessário;
- portabilidade: avalie a possibilidade de migrar o saldo para outro plano sem cobrança de IR ou demais descontos.
Está pensando em contratar uma Previdência Privada ou outros planos de investimento?
A MAG Seguros oferece soluções pensadas para diferentes perfis e momentos da vida. Conheça as opções de Previdência Privada da MAG.
FAQ: Perguntas frequentes
MEI pode contratar previdência privada?
Sim, sem nenhuma restrição. MEI pode contratar PGBL ou VGBL independentemente de já contribuir ao INSS via DAS. Para a maioria dos MEI, o VGBL costuma ser mais indicado porque a contribuição do INSS é simplificada e o rendimento mensal geralmente não justifica a dedução do PGBL.
Preciso contribuir ao INSS para ter previdência privada?
Não. A previdência privada é contratada de forma independente da previdência pública. Qualquer pessoa pode contratar um plano, contribuindo ou não ao INSS, dado que os dois sistemas funcionam de forma complementar.
Autônomo pode deduzir previdência privada no IR?
Sim, se contratar um plano PGBL e fizer a declaração completa do Imposto de Renda. É possível deduzir as contribuições em até 12% da renda bruta anual. Quem faz declaração simplificada ou é isento do IR não tem esse benefício – aqui, o VGBL costuma ser mais adequado.
É melhor contribuir ao INSS ou investir em previdência privada sendo autônomo?
A recomendação mais comum é manter a contribuição ao INSS para garantir os benefícios da previdência pública (aposentadoria, auxílio-doença, afastamentos) e complementar com a previdência privada para suprir o que o INSS não cobre.






