Como fazer uma reserva de emergência? Veja cálculo e dicas
Publicado em: 09/02/202616 minsÚltima modificação em: 09/02/2026

Educação Financeira

O que é uma reserva de emergência? Saiba quanto você deve economizar

Quer criar a sua própria reserva financeira para emergências, mas ainda não sabe como? Entenda como ela é importante e como economizar para imprevistos.

Se fosse possível prever o futuro, ninguém passaria por apertos ou dificuldades financeiras, certo? Seja um problema de saúde, um dano material ou a falência do negócio, qualquer um está sujeito a situações em que uma reserva de emergência se faz necessária.

Ao contar com ela, você evita apertos e transtornos emocionais, ao mesmo tempo em que consegue se manter longe de empréstimos bancários a juros abusivos. Também chamada de fundo de emergência, essa reserva financeira pode ser a melhor solução para resolver imprevistos, além de ser uma ótima maneira de se construir patrimônio.

Neste post, explicamos por que você deve montar uma reserva de emergência e damos dicas para economizar dinheiro e gastar essa quantia sempre com sabedoria. Curioso para saber quanto deve ser a reserva de emergência e fazer a sua? Então, continue a leitura!

O que é reserva de emergência?

A reserva de emergência consiste em um montante de dinheiro mantido para cobrir despesas urgentes e imprevistas, como desemprego ou um problema de saúde, sem correr o risco financeiro de contrair dívidas. Manter um fundo de emergência é o objetivo número um de todo bom planejamento financeiro. Ele deve ser perseguido antes de qualquer outra compra, sonho, viagem, pois é ele que garante a tranquilidade na hora de fazer e administrar outros investimentos.

Para que serve a reserva de emergência?

A reserva de emergência funciona como um fundo financeiro que deve ficar guardado e usado apenas em casos extremos. Ele serve para você solucionar uma situação inesperada ou urgente — como uma doença, um acidente ou um período profissional difícil — sem precisar se endividar e ficar refém dos juros cobrados pelos bancos.

Qual a importância de criar uma reserva de emergência?

A reserva de emergência fornece o apoio financeiro diante de situações extremas, como no caso de doenças graves, e das circunstâncias mais banais da rotina. Assim, você não precisa pagar o preço alto de recorrer aos empréstimos dos bancos, ao rotativo do cartão de crédito ou ao cheque especial.

Contudo, são poucas as famílias brasileiras que conseguem poupar dinheiro todo mês. Na realidade, a maioria compromete boa parte daquele restinho de renda com supérfluos, na aquisição de objetos de satisfação imediata. Porém, montar uma reserva de emergência é um dos primeiros passos para iniciar um planejamento financeiro consistente.

Por que fazer uma reserva de emergência?

Conheça agora 5 dos principais motivos pelos quais você deve montar uma reserva financeira!

1. Imprevistos

Imprevistos acontecem todos os dias, surgindo das formas mais variadas. Você pode quebrar a tela do celular, ter que chamar o encanador para consertar um cano estourado em casa ou precisar trocar algum pneu furado. Com uma reserva, você garante que passará por esses problemas rotineiros sem se endividar ou sofrer desnecessariamente.

2. Desemprego

A grande maioria das pessoas está vulnerável a perder o emprego, seja por conta de crises econômicas ou mudanças drásticas na política do país. O detalhe é que, mesmo em casos de desemprego, as obrigações financeiras ainda precisam ser cumpridas. É aí que entra a reserva emergencial, que pode oferecer muito mais tranquilidade para você manter suas despesas em dia caso tenha que enfrentar esse tipo de situação.

3. Saúde

Ter que lidar com doenças ou até mortes na família não é nada fácil. E o cenário fica pior ainda se você acabar se endividando com os elevados custos que essas situações podem demandar. Mas nada de pânico antecipado! Sua reserva e um bom Seguro de Vida podem servir para que a questão financeira não se transforme em um problema nessas horas já tão complicadas.

4. Dívidas

Diversas circunstâncias podem levar os despreparados a contraírem dívidas em casos que poderiam ser evitados. É claro que o controle financeiro é sempre a melhor maneira de não se endividar, mas, em casos extremos, você pode usar a reserva de emergência, prevenindo-se de ter que contratar empréstimos com juros altos.

5. Família

A chegada de um filho pode mudar para sempre a vida de uma família, certamente proporcionando muita alegria. Porém, é preciso saber que essa mudança envolve alguns custos, desde o enxoval, passando por consultas de pré-natal até internação e parto, entre tantos outros quesitos. Aliada a um bom planejamento financeiro, uma reserva pode ajudar você a viver essa fase sem grandes preocupações, curtindo o momento como ele merece ser curtido.

importância da reserva financeira

Como calcular a reserva de emergência?

Para calcular a reserva de emergência, você deve somar o valor de todas as suas despesas essenciais (como mercado, conta de luz, Internet) e multiplicá-lo pelo número de meses de duração do seu fundo. Então, por exemplo, se você tem R$ 2 mil em gastos mensais, sua reserva de emergência deve ser de R$ 12 mil para cobrir suas despesas por, pelo menos, 6 meses. É possível resumir esse raciocínio com a seguinte fórmula Reserva de emergência = (contas essenciais) x (meses de duração do fundo).

Com esses pontos em dia, passe a definir um valor mensal que pretende guardar. Criar o hábito de economizar e poupar é fundamental para você começar a construção da sua reserva. Uma boa média para poupar é cerca de 30% da sua renda mensal.

A reserva de emergência deve durar quantos meses?

Se você é servidor público, sua estabilidade lhe permite manter uma reserva de emergência por apenas 3 meses. Por outro lado, funcionários da iniciativa privada ou profissionais liberais devem montar uma reserva financeira de, pelo menos, 6 meses. Mas o ideal mesmo para que você possa ter mais tranquilidade é conseguir formar uma reserva de 1 ano!

Como fazer uma reserva de emergência?

Saiba como montar a sua própria reserva de emergência e se preparar para qualquer imprevisto financeiro com mais tranquilidade!

1. Mapeie todos os seus gastos mensais

A primeira dica para criar uma reserva consiste em conhecer muito bem quais são os seus gastos. Só sabendo bem para onde está indo o seu dinheiro você será capaz de dizer o que deve ficar e o que pode sair do seu orçamento.

Como a intenção é começar a guardar dinheiro o quanto antes, o ideal é começar cortando todos os gastos desnecessários. Você pode começar, por exemplo, diminuindo alguns gastos com lazer (como aquelas idas frequentes ao shopping), optando por um pacote mais enxuto de TV a cabo e internet, pesquisando mais antes de comprar o material escolar dos seus filhos, eliminando desperdícios com itens de alimentação menos saudáveis, entre outros.

Fazer um levantamento das suas prioridades mantém você de olho vivo nos ralos por onde seu dinheiro vai embora, favorecendo o planejamento financeiro e garantindo as reservas necessárias para eventualidades. Também é importante definir limites de gastos como forma de manter um controle financeiro adequado.

2. Defina a duração adequada para a sua reserva de emergência

A recomendação mais comum é que o dinheiro reservado para emergências seja capaz de cobrir seis meses das suas despesas mensais, tanto as essenciais quanto as supérfluas, para garantir, em caso de desemprego, um tempo confortável até obter outra renda.

Mesmo assim, é bom observar alguns casos específicos. Se você é empresário, profissional liberal ou freelancer, por exemplo, sua situação financeira é mais imprevisível do que quem tem carteira assinada. Por isso, nesses casos, uma reserva de emergência ideal deve ser suficiente para bancar seus gastos por até um ano.

Quem é funcionário público e conta com estabilidade no emprego, por outro lado, pode se dar ao luxo de montar uma reserva menor, de apenas três ou quatro meses. É, também, o caso de quem possui outras fontes de renda além do próprio trabalho, como imóveis alugados ou pensões.

3. Estabeleça metas de economia

Tão importante quanto otimizar seus gastos é definir metas de economia para formar a sua reserva de emergência. Essa etapa é necessária porque se você deixar para poupar o que der, são grandes as chances de que você termine não poupando nada. Com metas definidas, é mais fácil entender exatamente o quanto você precisa guardar por mês.

Em geral, o ideal é guardar de 20% a 30% de todos os seus rendimentos por mês. Em menos tempo do que você imagina, isso garantirá uma folguinha no seu orçamento. Se esse valor ainda for muito elevado para suas possibilidades, tente poupar 15% ou mesmo 10% do que entra. À medida que você for ajustando as finanças, pode também ir aumentando suas metas!

O ideal é encarar essa aplicação mensal no fundo de emergência como se fosse uma despesa real que você não pode deixar de pagar, como a mensalidade do plano de saúde ou uma conta de luz.

4. Aplique em um investimento de alta liquidez e baixo risco

Por mais que a poupança ainda pareça a forma mais segura e vantajosa de poupar dinheiro, devido à sua liquidez, ela tem um rendimento baixo. Em tempos de inflação alta, ela pode até perder valor de um ano para o outro.

Sendo assim, por que não buscar outras opções de investimentos com melhor rentabilidade? O ideal é que ele fique em uma aplicação de alta liquidez e baixo risco. Traduzindo: sua reserva de emergência deve estar em um produto fácil de usar, de onde você consiga sacar a qualquer momento e em que seja praticamente impossível perder dinheiro.

Não é preciso abrir mão da segurança e liquidez, já que você pode investir, por exemplo, nos certificados de depósito bancário (o famoso CDB) e em títulos no Tesouro Direto, que aliam estabilidade a ganhos mais interessantes!

Melhor investimento para reserva de emergência

As melhores aplicações onde investir a reserva de emergência são opções de baixo risco e com alta liquidez, que permitam facilidade e velocidade de resgate do dinheiro investido.

Alguns exemplos de investimentos com essas características são Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) com liquidez diária, fundos de renda fixa e fundos de investimento DI. Outra opção é o Tesouro Selic, mas é importante deixar o dinheiro lá por pelo menos um mês para não ter prejuízo. Lembre-se de que, para esse caso específico, a rentabilidade não é o principal objetivo, mas sim a liquidez.

Quando usar a reserva de emergência?

Ninguém sabe a hora que imprevistos podem acontecer, não é mesmo? Ao controlar as finanças, você não apenas cuida da sua entrada e saída de recursos como também cria uma reserva de emergência para cuidar melhor da sua família. Confira 10 situações que podem demandar uma reserva financeira para se precaver.

1. Perda de emprego

Crises econômicas e mudanças drásticas na política do país são provas incontestáveis de que as coisas podem mudar praticamente da noite para o dia, e a maioria das pessoas pode perder seus empregos a qualquer momento. Nesse caso, como conciliar as finanças?

Se você conta com uma reserva financeira, de preferência que cubra de 3 a 6 meses das suas despesas cotidianas, você consegue ter mais tranquilidade para arcar com as contas do mês enquanto procura por uma solução mais perene.

2. Falecimento ou doença

É difícil estar preparado para lidar com doenças ou com a perda de um familiar, não é verdade? Nessas horas, os custos com despesas médicas, exames ou serviços funerários podem ser bastante elevados. Arcar com essas despesas pode gerar dívidas altíssimas, então a reserva de emergência pode aliviar a situação.

Mas vale a pena ressaltar outras maneiras de evitar que a família entre em situações como essas. É o caso da contratação de um Seguro de Vida, que serve para gerar mais tranquilidade aos envolvidos em casos de doença, acidentes ou até mortes. As coberturas podem ser personalizadas de acordo com as necessidades dos membros da família.

simulação seguro de vida

3. Prevenção de dívidas

Juros do cartão de crédito, empréstimos de última hora ou impulsos de compra podem deixar suas despesas mais elevadas que as receitas, gerando as temidas dívidas. Para evitar que isso aconteça e acabe abalando seu orçamento, é essencial manter o planejamento financeiro em dia e a sua reserva montada.

Caso você perceba que exagerou nas promoções e liquidações, pode remanejar recursos da reserva para evitar dívidas com juros exorbitantes. É a estratégia da prevenção colocada em prática!

4. Imprevistos de rotina

Que atire a primeira pedra quem nunca perdeu a chave de casa e precisou chamar o chaveiro 24 horas ou que nunca deixou o celular cair na água e se deparou com um valor de conserto absurdo. Imprevistos acontecem todos os dias.

Diante disso, ficar sem sua estimada reserva é um belo jeito de transformar um problema em dois! Assim, além de ter que arrumar uma solução para o que já está quebrado, você ainda vai precisar pagar pelo conserto. Entenda: uma reserva é uma ótima maneira de descomplicar as situações do dia a dia.

5. Viagens em família

Reservar um tempo para a família é muito importante, especialmente depois de um ano cheio de trabalho e desafios. Por isso, uma viagem de férias pode ser o que todos os integrantes precisam para relaxar e aproveitar momentos de qualidade juntos. Mas com que dinheiro pagar a viagem?

A reserva financeira não serve só para resolver problemas! Ela também pode render bons pacotes de transporte e acomodação, especialmente se você se planejar com antecedência.

6. Chegada de bebês

A chegada de novos membros na família com certeza é uma grande alegria. Mas montar um enxoval, preparar o quartinho, pensar na internação e em todos os outros quesitos que envolvam o início de uma nova vida pode sair bastante custoso.

Nessa hora, contar com uma reserva e um bom planejamento financeiro é de grande ajuda, seja para os pais de primeira viagem ou para os mais experientes.

7. Aquisição de bens

Os desejos da conquista da casa própria ou do primeiro carro podem ser realizados com o auxílio de uma reserva financeira.

Afinal, as reservas servem não só para a proteção contra situações não planejadas, mas também para realizar sonhos! Independentemente do objetivo que você tem em mente, saiba: o hábito de poupar e investir todo mês para formar sua reserva é essencial para alcançá-lo.

8. Reforma da casa

Contar com uma reserva financeira também pode ser fundamental para que aquela reforma que você tanto esperou para fazer fique ainda mais próxima da realidade. Como reformar, mesmo que seja um cantinho pequeno, também é custoso, é preciso ter um planejamento bem estipulado e, claro, um orçamento reservado para isso.

9. Estudo dos filhos

Um sonho muito comum da grande maioria dos pais é o de garantir um bom caminho de estudos para seus filhos. Afinal, esse é um dos maiores legados que se pode deixar para as gerações futuras.

Seja na fase inicial da formação ou na entrada para a faculdade, os gastos com essa área podem ser bastante elevados. Construir uma reserva ao longo dos anos o ajudará a realizar esse sonho.

10. Aproveitamento de oportunidades

Desde a promoção de um eletrodoméstico para a casa até um investimento com boas taxas de juros, algumas oportunidades são únicas na vida. Seja qual for a situação, é fato: quem tem uma reserva tem mais chances de conseguir aproveitar essas brechas para fazer o dinheiro render ainda mais.

Dicas para usar a reserva de emergência com sabedoria

Uma vez formado a reserva de emergência, você precisa saber administrá-lo corretamente. Veja como!

1. Use (com cuidado) em caso de perda da renda

Estabeleça um limite de retirada mensal da reserva de emergência caso enfrente um imprevisto mais longo, como desemprego, queda nas vendas do seu negócio ou falência da empresa. É importante controlar seus gastos e cortar despesas supérfluas para passar por essa fase difícil sem sustos.

2. Não use para compras

Trocar de carro a cada dois anos, comprar um celular novo, fazer uma viagem e muitos outros itens não emergenciais e até mesmo desnecessários não devem ser bancados com o dinheiro da reserva. Você pode até fazer investimentos separados para objetivos assim, mas nada de usar o fundo de emergência, ok?

3. Pague à vista e evite dívidas

Chegou o dia ruim e a emergência se impôs na sua vida? Resolva a situação e siga em frente. Não caia na tentação de parcelar no cartão para pagar depois. É melhor usar o dinheiro guardado para pagar tudo de uma vez e ficar sem pendências. Em alguns casos, você pode até conseguir descontos pagando à vista.

4. Reponha depois de usar

Precisou usar uma parte do fundo de emergência? Tudo bem, acontece. Agora, é hora de formá-lo novamente. Nos próximos meses, volte a fazer aplicações. Se necessário, corte gastos novamente e cancele aplicações que estavam programadas para outros investimentos até reestabelecer a quantia ideal da sua reserva. Assim, você estará novamente pronto para encarar o próximo imprevisto.

Cuide bem da sua reserva de emergência

Não tem jeito: construir uma reserva financeira é a melhor maneira de estar preparado para acontecimentos inesperados. Assim, ao mesmo tempo em que você desenvolve hábitos de investidores, tem mais segurança e tranquilidade.

E agora que você sabe ao menos por onde começar, tem tudo para montar uma reserva sólida e consistente! Sente-se preparado para dar esse passo importante para o seu futuro? Aproveite para baixar gratuitamente nosso e-book sobre planejamento financeiro familiar e virar um especialista no assunto!

Família feliz interagindo com materiais da MAG Seguros.

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Paulo Cabral

Paulo Cabral

Paulo Cabral é supervisor institucional na MAG Seguros e atua com marketing e comunicação há mais de 15 anos. Com formação em Marketing, Design e pós-graduação em Direção de Arte e Gestão de Marketing, construiu sua carreira unindo criatividade, estratégia e sensibilidade humana. No blog da MAG, escreve sobre carreira, tendências de mercado, aposentadoria e planejamento familiar com uma linguagem clara e próxima, ajudando o leitor a tomar decisões mais conscientes para o presente e o futuro.